Conto I JustiçA RuBra
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Conto I JustiçA RuBra

JUSTIÇA RUBRA    Os cadáveres se multiplicam com as chuvas. Erguidos dos escombros, eles iniciam seu repugnante espetáculo aos corvos. Pois, não há outros que os percebam estirados pelas calçadas. Os humanos estão ocupados comemorando o fim da desigualdade social, da miséria humana. E, quando o espetáculo se encerra, não há choro nem rosas vermelhas […]

Conto I Mundo Real
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Conto I Mundo Real

MUNDO REAL  Aqui há sempre turistas confusos, xeretando nas árvores. Pois, os narizes humanos enxergam o néctar das abelhas e os olhos apalpam a grama. Os sentidos se embaralham, o sol põe-se na madrugada. Logo, os conhecimentos práticos deles não possuem serventia aqui. Trata-se de um miúdo território, localizado no extremo oeste. Ele existe desde […]

CONTO I Alecrim Dourado
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CONTO I Alecrim Dourado

ALECRIM DOURADO A disenteria e os mortos são multiplicados pela chuva incessante. Contudo, ninguém os percebe estirados nas calçadas.  Nenhum choro ou flor é derramado por eles. Pois, os humanos comemoram o fim da desigualdade social, da fome. Contemplo os jatos cortando nuvens pela vidraça, enquanto a enchente prossegue seu curso, trazendo consigo conterrâneos meus. […]

Conto I Fábula do tempo
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Conto I Fábula do tempo

2º Fábula do Tempo A infância colorida de cinza, sem regalias ou eufemismos. Esta é a fábrica e os que a habitam, nós. Desde meu nascimento os outros se asseguraram em preencher os momentos de quietude com os mitos assombrosos dos humanos. Segundo eles, quando você deixar de representar algum valor, seu destino tende entre manchar-se com fezes […]

Conto I Alternativa
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Conto I Alternativa

1º  ALTERNATIVA  Ao longo dos anos, as palavras são carregadas pelo vento. Pois, pouquíssimas dispõem da verdade como base. Sou o contexto delas. É a mim que se referem os humanos em suas teses e obras artísticas. Somos todos famigerados; Destino, Caixinha de música e até mesmo o Balanço! Porém, onde está a nossa união? […]

Conto I Conectados
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Conto I Conectados

Conectados    Refiro-me aos seres que enxergam, mas não veem um milímetro em sua frente. Asconcepções deles sobre o que lhes cercam não são plausíveis, muitas das vezes. Cerca de três ou quatro concepções dão-me fôlego, diminuindo o percurso pelas trilhas em que os conduzo. Ou seja, eles é que não são favoráveis comigo, Tempo.Recebi objetivos […]

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Senhoras e senhores..   Eu, a manivela, a Bailarina e a melodia éramos invejadas pelo ansioso público. Cada um auxiliava no esplendor da Bailarina nas vitrines, onde sua graça era exibida aos catarinenses. Hoje, a equipe encontra-se reduzida ao esquecimento. O tempo correu e nós ficamos para trás. O envelhecimento chegou e fez sua morada. Meu corpo constitui-se de […]

Poema/poesia: As 10 coisas que Eu Odeio em Você
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Poema/poesia: As 10 coisas que Eu Odeio em Você

As 10 Coisas que Eu Odeio em Você: Eu odeio a forma de como caminha Andando a passos firmes, decididos Odeio a forma que sorri Um sorriso doce, inocente Odeio o modo que fala O jeito como cada sílaba se molda em seus lábios Odeio o som da sua voz O modo como cada palavra […]

ContoI P R O G R E S S O
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ContoI P R O G R E S S O

P R O G R E S S O    O plural me fascina. Não há insistência nele para que o três encaixe-se em seis. Ele engloba um turbilhão respeitando as plausíveis extravagâncias de cada átomo. Isto me inspira em nosso atual projeto, que de muito se correlaciona com nosso trabalho. Não somos remunerados ou […]

Conto I Desanuviando o fosco
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Conto I Desanuviando o fosco

Desanuviando o fosco:  Sou artista. Sinto as consequências das minhas criações. Não há um instante em que não sinto a bela complexidade do universo e as contrariedades dos humanos. A arte que há em mim não é efêmera- o próprio tempo não é capaz de me apagar. Antes da existência dele, eu já estava. O […]