⇒Enredo:

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 “Point Of Impact”, obra literária de Stephen Hunter, é a matriz deste longa-metragem estadunidense. Adaptando a trama aos cinemas em 2007, Jonathan Lemkin(roteirista) e Antoine Fuqua (diretor) reproduziram os clichês do gênero de ação, como a fuga em alta velocidade.

 A trama se concentra no sargento Bob Lee Swagger (Mark Wahlberg), recolhido há três anos nas montanhas, tendo seu cachorro como única companhia. Pois, em uma missão no Chifre da África, ele e seu antigo parceiro foram abandonados por seus superiores. Nesta situação adversa. Em decorrência disso, apenas Swagger regressou aos EUA com vida.  Após estes três anos, homens do governo surgem na residência dele com uma missão: salvar o Presidente. O sargento, possuindo inúmeras razões para desconfiar, se submersa nesta empreitada. Pois, seu espírito patriótico não conseguiu se conter.

 O governo acredita que há uma emboscada armada ao Presidente durante os discursos que este realizará nas cidades. Logo, cabe a Swagger desvendar os planos do criminoso, definindo onde, como e quando. Na Filadélfia todos os requisitos se encaixam e, o tiro deverá ocorrer a um quilômetro e meio devido à arquitetura da cidade. Contudo, o impacto da bala é a responsável por deixar o Sargento cauteloso. Os dias transcorrem e, no momento em que o Presidente vai discursar, acompanhado pelo Arcebispo da Etiópia, um policial atira em Bob Lee. O “ataque” ao governante dos EUA acerta o arcebispo.

 Em poucos segundos Bob Lee compreende: Novamente a Pátria tirou proveito dele, utilizando seus conhecimentos e sua identidade para mascarar os verdadeiros culpados. Contudo, ele não será acorrentado em uma cela, descartado após ser usado. Fugindo da cena, mancando pelas ruas, Swagger esboça sua vingança.

⇒Conclusões:

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 O enredo atraí, “prometendo” cenas de tiros e agentes habilidosos, característicos dos filmes de ação. Neste aspecto o filme não peca, trazendo consigo efeitos visuais que inserem os telespectadores na trama. Mas, apesar do trabalho incrível de Juliette Yager, Kirk Gardiner e Nober Kaluza em termos visuais, “O atirador”  peca na história. Nela, o Arcebispo é morto por uma conspiração do governo americano. Isto é compreensível no decorrer do filme. Contudo, os motivos não são explicados com clareza. O principal até conversa com outros personagens, que tentam fornecer justificativas. No entanto, no final, notamos uma conspiração vaga por não conhecermos as razões. Além disto, há apenas duas mulheres “relevantes” na história: Saran Fenn (Kate Mara) e a Alourdes Galindo (Rhona Mitra). A primeira por se envolver romanticamente com o principal e a outra por fornecer informações à um agente do FBI (Michael Peña) que busca desvendar a história. Por isto é compreensível que “O atirador” tenha conquistado grande parte do público. Ele investe nos clichês (mulheres pouco representativas, violência e sangue em abundância) que raramente não funcionam. Logo, “O atirador” se encaixa nos filmes da sessão da tarde, cuja relevância está em ser um entretenimento momentâneo.

Ou seja…

Filme férias, leve. Serve para te entreter/relaxar. Pois, ele deixa de lado reflexões mais profundas. 

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