P R O G R E S S O 

  O plural me fascina. Não há insistência nele para que o três encaixe-se em seis. Ele engloba um turbilhão respeitando as plausíveis extravagâncias de cada átomo. Isto me inspira em nosso atual projeto, que de muito se correlaciona com nosso trabalho. Não somos remunerados ou escravizados, estamos em meios termos.

  Se os humanos nos inserem em sentenças elaboradas, somos uma arma. O nosso trabalho é servir. Enquanto o armamento comum é constituído com química, os átomos que residem em nós se integram na verdade. Nós disseminamos o conhecimento em vez de monopolizá-lo. Se algo se aproxima com flechas mortíferas, criamos guardas sóis. No momento em que somos imbatíveis não escolhemos a quem demonstrar tamanha força. E é nisto que se constituí o nosso presente. Revoltamos-nos em dar liga aos corruptos, usurpadores da verdade. O público que se permite ser pluralizado é o alvo de nossos esforços. Demos-lhes voz e as palavras faltaram. Nós necessitamos perder peso para flutuarmos nas ondas de seus pensamentos. Ou necessitávamos? Não estou certo, comandante. Julgue por você mesmo as letras e suas ações. E, se possível, considere as minhas explicações. Lembro-me dos dias de treinamento e essas letras, me perdoe à expressão comandante, são uns molengas capazes… Fariam Bonaparte perder a lábia e quem sabe, o juízo.

   Se abracem… O que foi? Vais me encarar por muito tempo?  Anda logo! Vamos emagrecer para pluralizar as sementes da concordância! Colheremos justiça e o inimigo terá a tábua da salvação arrancada! Não seremos mais a sua base.

 

Escrito por Amanda Ferreira 

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