Os homens que não amavam as mulheres, um livro que não foge das piadinhas feitas pelos brasileiros e onde há uma das minhas protagonistas preferidas.

Ele é o primeiro livro de uma trilogia, intitulada “Milennium.”  Aviso desde já que não são apenas flores no processo de leitura. Muitas das vezes a escrita se arrasta, mas o enredo nos prende. Queremos ver os mistérios resolvidos e os desdobramentos de Lisabeth Salander. Além disso, insisto pelo fato de a continuação do livro “A menina que brincava com fogo” ser muito instigante e satisfatória.

História:

Acompanhamos os desdobramentos individuais de personagens até
o momento em que as histórias se interligam em uma só. Há três
histórias principais no início do livro: O caso das flores secas.
Onde todos os anos um industrial recebe flores emolduradas em seu aniversário.
E, a cada presente, a tristeza dele aumenta por ter se passado mais de vinte anos
sem presenciar o caso solucionado. Em contrapartida há Mikael, um jornalista 
econômico. Em sua revista mensal, a "Millenium" ele denuncia desvios e sonegações. 
Ou seja, ele conquista inúmeros rivais. E um destes rivais consegue fazê-lo ser 
culpado por difamação, queimando a credibilidade dele como jornalista e redator. 
E a última história, talvez a mais interessante é a da Lisabeth Salander. Ela é 
descrita como anoréxica e de olhos inexpressíveis. Ela é hacker e, o que nos cativa
são suas convicções. 

Dada a história, explicarei para vocês o por quê de ler ele.

AUTOR: 

Para mim, as vivências de um escritor sempre acabam transparecendo em suas obras. Digo isto como aspirante a escritora. Stieg Larsson era jornalista, assim como seu personagem Mikael. Além disto, ele denunciou diversas organizações neofacistas. E isto transparece no livro.

Entrando para o próximo tópico: Há sérias denúncias dos personagens em relação a desvios e organizações que possuem o resquício do nazismo sueco.

NACIONALIDADE DO LIVRO:

Além disto, o livro é sueco. Nisto, sentimos as diferenças culturais e sociais entre a Suécia e o Brasil. Por exemplo, um aguardente citado no livro é Aquavit.

Outra diferença cultural encontra-se nos nomes dos personagens. As vezes nos confundimos, por isto recomendo vocês montarem um guia para se orientarem.

LISABETH SALANDER:

 Ela tornou-se tão querida pelo público que criaram roupas baseadas em seu estilo. Esse amor é justificado por ela fugir dos esteriótipos: Lisabeth têm uma magreza anoréxica, olhos inexpressíveis, piercings e tatuagens.

Além disto, Lisabeth Lander possui convicções. E ela as defenderia até o túmulo se fosse preciso, principalmente se a discussão envolvesse violência contra mulheres. 

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GÊNERO:

Há mistério no livro. O autor segue o estilo clássico de investigações e há uma frase que me remete aos filmes da Sessão da Tarde: Teríamos sido amigos se você…. 

E por isto recomendo a vocês concederem uma oportunidade ao livro. 

No geral, a leitura desenrolou-se bem. Demorei mais  que o normal para terminá-lo, cerca de duas semanas. Porém, guardo comigo uma sensação de (re)descoberta. Durante muito tempo li sagas e trilogias, principalmente no gênero de ficção científica. Mas, o tempo passou e acabei trocando sagas por livros únicos. Então começar uma trilogia onde a cada livro o autor inspira-se mais, é novo. Inove-se hoje também =)