O número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano, segundo o estudo inédito do Banco Mundial. […] Denominados de “novos pobres” pela instituição-internacional…  ->Fonte

  O estudo divulgado pelo “O Globo” remete-me ao livro de hoje: Morte Súbita.

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≈ A história:

  A morte súbita de Barry Fairbrother causa um abalo sísmico em Pagford. Pois, representa a ausência de um pai, esposo, inimigo político e amigo. Ao decorrer das páginas, os personagens terão que se “virar” perante a lacuna deixada por Barry Fairbrother.

 Nesse enredo simples e meticulosamente entrelaçado com diferentes famílias ligadas à Barry Fairbrother, percorremos 501 páginas em poucas semanas -ou dias, dependendo do quão interligado você estiver com a sociedade de Pagford-.

≈Minha Opinião:

 Enquanto digito a resenha percebo o quão apegada estou com o livro. Ele é minha segunda experiência com a Jk Rowling, sendo que a primeira não foi com Harry Potter. Além disso, Morte Súbita é pertinente por me lembrar constantemente do meu Mundo Urbano, contraditório e complexo. 

 O livro caracteriza-se como um romance para adultos. Ou seja, há violência e  conteúdo “para maiores”. (No entanto, se você ler com maturidade, não há problema algum.) Ao meu ver, é interessante que o público jovem leia Morte Súbita. Pois, há enormes semelhanças com o nosso dia-a-dia e muitos personagens são jovens que querer expôr “ao mundo” o que está errado. 

   A diagramação é maravilhosa, assim como as frases escolhidas pela JK.Rowling para abrirem os capítulos. Elas são de Charles Arnold Baker e aconselham a administração de Conselhos Locais. 

     O livro possui começo, meio e fim. Isto foi um dos fatores que mais me agradaram em Morte Súbita. Além disso, consegui me envolver com os personagens. Enquanto lia pensava: Fulana tal é igualzinha à Samantha! Ou… Bem que ele se parece com o Howard… E nesse processo, acabei me esquecendo da morte de Barry e concentrei-me nos desdobramentos dos personagens. 

≈Aspectos interessantes:

  • Miséria vs Riqueza:

   Quando achei o estudo do Banco Mundial pensei em Fields (Morte Súbita). Pensando em Fields refleti sobre o contraste visual no Rio De Janeiro.

   No livro é “discutido” essa interminável luta dos que possuem sangue azul sobre os miseráveis através de Fields. Não explicarei com detalhes, porém em todo o livro perguntei-me se os destinos de determinados personagens seriam diferentes se.

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  • Dependentes químicos 

  Falando em pobreza e respectivas escolhas… Os dependentes químicos também são abordados. Não de forma didática mas, acompanhando o dia-a-dia dos Weedon. Nisto aparece Kay. Numa passagem do livro ela confronta um personagem que possui uma visão um tanto contraditória. 

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  • Conselho Local e Pagford 

      A JK.Rowling desenvolve uma cidade incrível. Ela é fictícia mas, me parece familiar à tantas outras… Além de conseguir nos prender em Pagford e nas rixas políticas, aprendemos um pouco sobre Conselhos Locais. Não é o foco do livro, porém pode se tirar proveito de algo. Seja das partes que ela seleciona para iniciar os capítulos ou pelas vivências dos próprios personagens. 

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