Querida √x= ♥

Em um quarto verde-limão esperançoso cujo mesinha de centro é repleta de livros: Uma garota aconchegou-se ao seu cobertor para esquentar o corpo e, posteriormente sua mente. Ela reinventava cálculos com raízes quadradas -operações como √x= ♥, cujo “x” representa um sujeito em forma de algarismo que dificilmente é encontrado em um olhar,fazendo-me sofrer-. A infelicidade dela e de outros estudantes em ocasiões similares foi o que originou o súbito, que por sua vez originou a resposta.

Um ser pensante em desenvolvimento enfrentou seus obstáculos: empurrando sua prisão do dia-a dia (um berço de considerável tamanho, onde os adultos respiravam aliviados) aproximou-se do quarto onde a garota estava. Devemos considerar a concentração de ambos, e por isso, o fato de que ela não o ouviu. Bruno -nosso ser pensante- inclinou-se agachado dizendo-lhe em fofos grunhidos: Olá, terráquea!

Pressupõe-se que os cálculos foram logo esquecidos, e a razão do amor também. Sinto afirmar que, naquela hora todos estavam demonstrando-o e não o justificando. Durante a constante queda que sofro, sendo uma borracha, vi hoje que estava enganado. Apaguei a resposta e ela era assim: Se o mundo é composto por sequências matemáticas, os cachos loiros do Bruno são a multiplicação de um mesmo número, logo a raiz exata de meu amor.

Não posso dizer que não me surpreendo, querida-detestada raiz da qual faz meu corpo sofrer nas mãos dos estudantes.

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