História: (16 episódios)

Cha Ki Young é a âncora do jornal das nove, um exemplo para as jovens sul coreanas. Sendo considerada uma musa, tem um ótimo emprego aos seus 35 anos mas,…Deseja ser mãe. É onde as coisas começam a enrolar-se num emaranhado mexicano. Para os sul-coreanos (e não são só os da série) mater- nidade está alinhada ao casamento. Mas, Cha Ki Young não quer casar-se. ELA QUER A CRIANÇA. E para isso terá de enfrentar mil céus e terras. Seu par romântico, Park Taeyon, está longe dos padrões doramáticos: Não tem o controle da situação, é mais novo e consegue ser um completo idiota.

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  • PORQUÊ ASSITIR?

    “[…]Mas quando a agência de adoção levou meu bebê, senti como se o tivesse jogado no lixo. Parecia que a terra tinha parado de girar.

-Fonte: Delas – iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/na-coreia-maes-solteiras-sofrem-com-preconceito/n1237506898306.html

  1. MATERNIDADE/ABORTO FEMININO/PONTO CENTRAL

Como vocês certamente perceberam, não é só o par romântico da protagonista que é fora dos eixos: É o mundo. Assisti muitas das cenas pensando num drama Shaskeperiano, e pensei comigo: Isso não pode ocorrer na realidade… Não pode mesmo? O grande problema da série é a Cha K. Young desejar ser mãe sem se casar, ou o pior, ter feito uma inseminação artificial. Para os patriarcais, o último é uma afronta aos valores, aos jovens é um progresso (até que deixa de ser). 

O que eu mais vocês vão ouvir é a conversa: Ah, porquê você não aborta? Se este tema é um tabu aqui onde, creio eu, as pessoas são mais abertas, imagine lá? O aborto é ilegal, mas as pessoas ainda o praticam. 

Essa série é triste? Sim, muito. Mas, possui assuntos pertinentes para  serem discutidos. O texto da qual coloquei acima, da mulher na adoção é num post de 2009, sendo que a série é de 2014. Quantas das coisas continuaram as mesmas?

Quase 96% das grávidas não-casadas na Coreia do Sul escolhem o aborto, de acordo com o Ministério da Saúde, Bem-Estar e Assuntos Familiares.

Fonte: Delas – iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/na-coreia-maes-solteiras-sofrem-com-preconceito/n1237506898306.html

giphy1REPRESENTA MUITO MEU HUMOR DURANTE OS EPISÓDIOS

2. Feminismo/aborto masculino

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Estas são as mulheres “protagonistas” e possuem dilemas como: Ser mãe fora do casamento, respingos no dia-a-dia de um perído extremamente patriarcal, querer ser livre e ao mesmo tempo amar.

O feminismo anda lado a lado na série. Pois, mesmo a dita cuja “feministazona”, é machista muita das vezes. Observo as pessoas torcerem o nariz a breve menção da palavra, associando ao femismo, sendo que seus comportamentos são feministas. Além dos dilemas em escolher outra forma de ver o mundo (a dependência da mulher ao sistema patriarcal, o preconceito em ser feminista) há um personagem muito relevante, Jo Eun Cha. Ele é o responsável pelos momentos de humor e  vive no antagonismo: Demonstro o que acredito (machismo) e serei linchado… Mas, não estou totalmente de acordo ao feminismo… E acreditem, apesar de todo seu lado opressor, ele é o que mais possui compaixão, mesma que fingida. O porquê dele pensar assim é o que faltou para mim, sua história.

E ainda tem a questão do aborto masculino. Park Tae-Yeon simplesmente negligencia seu filho mas, ainda assim a lei é a seu favor?

3. Revolta 

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Era só ver esse rosto acompanhado de sua família que já sentia-me nauseada. Quer dizer é um drama. Mas, as lágrimas são substituídas por raiva ou tédio. Talvez não seja a coisa mais madura a se fazer, considerando que é uma trama, mas xinguei-os bastante (acompanhada de minha dignissíma mãe solteira). E o mais interessante, o que fazer com essa revolta no final. Perdoar Park Tae-Yeon? Encontrar o Happy End de Regina Millis Cha K Young?

4. Romance e seus respectivos dilemas:

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Não é mamão com açúcar. São personagens crescidos e humanos. Ou seja, eles são imperfeitos -ruins- e você não sabe ao certo para quem torcer. Seja no triângulo amoroso entre a Cha, ou em outros personagens da série, é difícil encontrar os que têm algo a mais. 

5. Cha Dan

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Gracinha da série e encerramento do post. Assistam, chorem/xinguem e discutam.

Amor e casamento não é só sofrência ou um clichê coreano mas, indagações sutis sobre pontas de um iceberg que pode ser derretido. 

Trilha musical principal do drama (um pouco para vocês sentirem o drama)